Por meio de consultores experientes de Segurança, como a NSA Brasil (National Security Academy), a Revista Residenciais selecionou 24 itens para garantir proteção máxima em condomínios de casas. No entanto, o que garantiria que esses itens funcionem ao máximo, na prática, seria um pré-requisito básico e fundamental que cada condomínio deve implantar e trabalhar internamente: a cultura, o comportamento interno e o nível de relacionamento entre todos que circulam nas dependências.
O condomínio deve priorizar a qualidade das relações entre prestadores de serviço, fornecedores, diretoria, moradores e funcionários. São as pessoas que cumprem normas é que trabalharão ou não em prol do sistema de segurança do condomínio.
Pouco adianta ter equipamentos de segurança sofisticados que não são bem operados. Também não adianta ter um exército de vigilantes armados sem estarem preparados e alinhados com os moradores e a direção. Pelo contrário: o efeito pode ser inverso.
Imagine um condomínio onde não haja comunicação entre todos, que tenha clima de conflitos, insatisfação, descontrole. Mesmo com um grande aparato de segurança e é fácil entender que terão mais problemas que soluções.
A ASCONHSP, ao longo da trajetória representando os Loteamentos Fechados no estado de SP, presenciou vários casos de condomínios residenciais que gastaram muito em segurança e tiveram decepções ou continuaram a apresentar falhas de proteção. Assim, ao implantar melhorias na segurança deve-se paralelamente trabalhar boas relações entre as partes cultivando o bem comum.
Deve-se difundir uma cultura para todos sentirem-se corresponsáveis, já que a segurança depende de todos. E todos, sem exceção, colaboradores ou moradores, devem estar sensibilizados ao fato de que o condomínio é muito importante para essas pessoas, afinal o local é seu lar e até trabalho, em alguns casos.
Se o perímetro do condomínio possui algum terreno baldio ou áreas verdes abandonadas é de extrema relevância possuir proteção perimetral, como cercas eletrificadas, concertinas ou sensores de movimento.
O sistema de CFTV é muito importante para a segurança de um condomínio pois possibilita perceber com antecedência e com discrição qualquer movimento estranho. Além disso, sua presença desestimula o intento criminoso.
O posicionamento das câmeras é muito importante. Há locais estratégicos para posicioná-las na segurança e isso deve ser bem pensado. Para que não ocorra um gasto desnecessário na compra destes equipamentos, o ideal é consultar um especialista.
O equipamento de gravação é importante no caso de uma ocorrência indesejável porque auxilia na identificação dos autores do crime.
É necessário que as câmeras, principalmente nos acessos do condomínio, identifiquem as características dos suspeitos. Ter imagens sem qualidade é quase o mesmo que não tê-las.
Os criminosos irão tentar destruir todas as evidências possíveis. Se o gravador estiver acondicionado em um cofre ou sala segura, esta atividade será prejudicada.
O botão de pânico é um excelente aliado na resposta de algum evento indesejável. Ele permite acionar rapidamente a pronta-resposta e autoridades competentes.
É muito importante que exista uma empresa que faça o atendimento de ocorrências e as encaminhe para as autoridades policiais competentes. Os sensores de movimento (infra-vermelho ativo e passivo) são muito importantes, pois atuam sem interferência humana e detectam qualquer intruso no perímetro.
A ronda motorizada pode inibir os criminosos e aumentar a segurança.
As cercas eletrificadas, quando estão em perfeito funcionamento, inibem a entrada de pessoas não autorizadas. Certifique-se de que elas tenham a voltagem e padrão estabelecidos por lei.
Se não existe um banheiro dentro da guarita, ela pode ficar desguarnecida por muito tempo, além de possibilitar que o porteiro seja rendido durante o trajeto da guarita até o banheiro externo.
Uma linha de telefone para que o porteiro possa acionar rapidamente as autoridades competentes é de extrema importância. Além de permitir que moradores entrem em contato com este profissional antes de chegar ao local.
Uma guarita blindada possibilita que o porteiro tenha mais tempo para tomar as medidas necessárias e informar as autoridades.
Fazer o controle de acesso através de anotação no livro é o mínimo. O ideal é um sistema específico para isso.
Evitar e monitorar entregadores são procedimentos básicos para segurança. Quanto menos contato possível com estranhos, melhor.
Deve ser controlada preferencialmente pelo porteiro. Controles remotos permitem brechas como clonagem.
A eclusa é extremamente importante, e deverá possuir um sistema que não permita que as duas portas estejam abertas simultaneamente (intertravamento).
A iluminação do exterior do condomínio deve estar em perfeitas condições, inibindo bandidos e permitindo que o porteiro perceba pessoas ou veículos suspeitos.
A iluminação interna, além de inibir invasões, permite que as câmeras registrem com nitidez os elementos criminosos. Ainda possibilita que o funcionário possa avaliar rapidamente os suspeitos.
Vigilantes do lado externo possibilita que os suspeitos sejam abordados, inibindo a ação dos mesmos. Estes também podem checar o estado das cercas, grades e muros.
É de extrema importância que todos os funcionários do condomínio sejam treinados e estejam conscientes dos riscos. A periodicidade é importante, pois normalmente existe troca de funcionários no decorrer do tempo.
Muitas vezes o morador, por não entender a necessidade de implementação de um mecanismo de segurança, coloca todo o condomínio em grave risco. É necessário que cada morador tenha consciência que ele representa um importante elo no processo como um todo.
Saber quando e como agir é muito importante para garantir o bem-estar dos moradores, funcionários e visitantes do condomínio.
Em muitos municípios, os CONSEGs (Conselhos Comunitários de Segurança) vêm sendo uma alternativa interessante na prevenção a assaltos em condomínios. Elaborando estratégias conjuntas com a Polícia Militar, ganha-se em comunicação entre condomínios, diagnóstico dos problemas locais e orientações profissionais.
Fonte: Viva o Condomínio